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sábado, 29 de janeiro de 2011


intercâmbio

moro em registro, filial do inferno no verão,(40 graus, umidade do ar uns 99%, e não é exagero), mesmo assim, gosto de morar aqui, vida de interior, cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo, claro que as vezes isso também enche o saco, sinto vontade de mudar de ares, mudar de cidade, morar no nordeste, mas aqui é meu ninho, quando viajo é pra essa terra que quero voltar, nem sei porque esse assunto, talvez por conta de minha filha estar lá do outro lado do mundo e eu estar com uma menina de 17 anos em minha casa também do outro lado do mundo (australia), e perceber os habitos que não temos, viver uma vida, que não é a nossa, o quanto isso deve ser bacana e interessante, descobrir coisas bobas, que nunca tinha me passado na cabeça, tais como, pastel é uma coisa muito brasileira, brigadeiro também, e quase todos que vem ao brasil, descobrem isso, o que será que posso descobrir pelo mundo? não numa viagem de turismo, mas viver o dia a dia numa casa estranha, com gente estranha, com roupa esquisita, é bacana isso! recebendo uma intercambista conseguimos (todos aqui em casa) viajar pela australia sem pagar um centavo, nem precisa andar de avião, coisa que detesto, conhecemos os habitos de uma familia tipica da australia, o comportamento, isso é bem legal, e também com minha filha na dinamarca estamos conhecendo coisas que não passava pelas nossas cabeças, muito legal , isso porque estou de fora dessa viagem, imagine estar lá ou estar aqui como intercambista, deve ser bem melhor!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sempre quis ser mãe, desde pequena, apesar de odiar brincar de boneca, amava cuidar de crianças de verdade, (as vezes a criança tinha a mesma idade que eu, rsrsrsr, mas eu me achava no direito de cuidar dela), tenho 2 filhos Giovana de 16 e Lucca que semana que vem completa 11 anos. É muito difícil criar um filho nos dias de hoje, não podemos bater, não podemos ser permissivos, não podemos mimar demais, tanta tecnologia e não temos até hoje um manual de instruções , de primeiros socorros a mães sem rumo.E não adianta educar em série, o que serve pra um, não presta pro outro, e ai Meu Pai!!, não podemos fazer diferenças ao cria-los. Fico com medo as vezes de estar fazendo a coisa errada, me acho meio louca, meio desligada, e ao mesmo tempo possessiva, mas quando os olho e sinto seu amor imenso por mim e o meu por eles, percebo que não existe certo ou errado quando há amor verdadeiro,(mas verdadeiro mesmo, daqueles que existe doação de alma, há muito amor de pai e mãe falso por aí). Semana que vem minha Giovana, vai numa viagem de intercâmbio ficar um ano fora de casa, claro que vou ficar com saudades, claro que vou chorar, afinal sou mãe coruja, e com sangue italiano, adoro um drama! mas me conforta olhar minha filha e saber que seu coração é grande e agregador e não tira ninguém de lá de dentro, só coloca mais, me conforta ver nela , um pouco de mim,e então percebo que essa viagem é nossa, estarei lá também, olhando tudo com seus olhos, vibrando com cada descoberta, realizando um sonho que é meu também, saber que seu coração estará sempre em conexão com o meu, saber que criou um filho para o mundo, mas seu aconchego sempre será onde vc estiver é como ouvir de Deus, vc está fazendo a coisa certa! Boa viagem , meu amor, voe por todo o mar, mas volte aqui pro meu peito!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

sem entender o que seria isso


naquele momento em janeiro de 2010, que descobri a metastase pensei, como depois de ter tido um cancer de mama , eu nunca pensei na possibilidade de desenvolver uma metastase?, aliás fala sério, o que é uma metastase, eu não sabia, nunca tinha me preocupado com isso, afinal ouvi do médico que teria chances de 98% de estar curada, eu me sentia curada, eu estava realmente curada, minha cabeça estava curada , meu corpo estava curado e vou falar a verdade, vivi os ultimos 4 anos e 8 meses após um cancer de mama, sem nem pensar que um dia ele poderia voltar, vivi feliz, como sempre fui e acredito que estava certa, afinal ficar só pensando no pior, ainda mais quando a chance disso é 2% , é loucura, mas fui eu a sorteada e chorei muito , fiquei com dó de mim, dos meus filhos, meu marido , familia e amigos, mas pensei , vamos ver o que consigo fazer nesse restinho de vida que tenho e me surpreendi com a possibilidade de ainda ter planos, ainda conseguir executa-los e ainda esquecer de vez em quando dessa arma apontada pra minha cabeça, acham que sou doida? vcs não viram nada, isso é só o começo de uma historia que acredito ainda vai longe!